Flamengo muda a rota e aposta em jovens sul-americanos no mercado
Depois de perder força em negociações por nomes badalados, o Flamengo mudou a direção no mercado e fechou com dois reforços jovens da América do Sul: o argentino Joaquín Freitas, de 19 anos, e o equatoriano Anthony Valencia, de 23.
Menos medalhões, mais margem de crescimento
As contratações fogem do padrão recente do clube, que vinha mirando atletas de valores altos e status mais consolidado. Agora, a ideia é incorporar jogadores com custo menor, potencial de valorização e encaixe mais específico para o elenco.
Valencia chega para ocupar a vaga deixada por Gonzalo Plata, negociado com o futebol russo. Já Freitas aparece como a nova tentativa de encontrar uma opção imediata para a reserva de Pedro.
O peso do déficit na conta
A mudança também conversa com o cenário financeiro do clube. Pelo Estatuto do Flamengo, o Conselho Diretor perde autonomia para firmar acordos, contratos, empréstimos e antecipações de receita quando os balancetes trimestrais indicam déficit acima de 3% do faturamento previsto no orçamento aprovado.
Esse gatilho já foi atingido, e o resultado do primeiro semestre mostrou déficit acumulado de R$ 33,8 milhões.
Scout volta ao centro da estratégia
Na atual gestão, o Flamengo havia feito poucas apostas nesse perfil. Uma das exceções foi Juninho, contratado no início de 2025, já em fase mais experiente da carreira e depois negociado após pouco espaço no time.
Com as novas chegadas, o clube sinaliza uma correção de rota: menos dependência de nomes caros e mais busca por funções específicas, qualidade técnica e capacidade de adaptação ao modelo do elenco. O departamento de futebol, comandado por José Boto, passa a operar com uma lógica mais próxima do scout e menos centrada em medalhões.