Flamengo reage à MP das bets e alerta para impacto pesado no esporte brasileiro
O Flamengo se posicionou contra a Medida Provisória que deve proibir as atividades de bets no Brasil e afirmou que a mudança atinge em cheio o esporte brasileiro. O clube também sustentou que a decisão pode afetar uma cadeia ampla, com impacto sobre empregos, comunicação, marketing, tecnologia, fornecedores, arenas e prestadores de serviços.
Na nota divulgada nesta sexta-feira, o Rubro-Negro defendeu que o país já passou por um longo processo de regulamentação das apostas esportivas, com aprovação do Congresso, regras do governo e operação legal de empresas que passaram a investir no mercado.
Os números que pesam no debate
Hoje, 13 dos 20 clubes da Série A do Brasileirão exibem bets como patrocinadoras máster. Segundo levantamento citado pelo GLOBO, o total investido por essas empresas em 2026 chega a cerca de R$ 1,1 bilhão, valor semelhante ao da temporada anterior.
O mesmo levantamento aponta que nenhum contrato com casa de aposta representa mais do que 13% do orçamento de um clube da Série A. Além disso, os times da elite têm cerca de 7% das receitas de patrocínio vindas de bets.
Flamengo fala em segurança jurídica e arrecadação
Na avaliação do clube, mudar o marco regulatório depois da consolidação do modelo pode reduzir a segurança para quem investe, além de enfraquecer a capacidade de fiscalização e a sustentabilidade das instituições esportivas.
O Flamengo também afirmou que uma proibição nesse formato pode afetar a arrecadação pública e reforçou a necessidade de combater o jogo ilegal sem desmontar compromissos firmados dentro da regulamentação atual.
O anúncio da decisão foi associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira, em São Paulo, e o tema segue em alta no futebol brasileiro.