Flamengo vê rombo de até R$ 400 milhões com o fim das bets e já admite cortes em várias áreas
O Flamengo calcula um impacto pesado com o veto às casas de apostas e trabalha com a possibilidade de um prejuízo que pode chegar a R$ 400 milhões. A maior pressão vem da perda de contratos ligados ao patrocínio e à publicidade, além do efeito sobre estoques já produzidos com marcas de bets.
O peso da Betano na conta rubro-negra
A principal fatia dessa perda é o acordo com a Betano, que rende R$ 268 milhões por ano ao clube. Segundo a apuração, a empresa já havia sinalizado risco de rescisão por causa da mudança na legislação e agora só pode patrocinar o Flamengo até 5 de outubro.
Esse contrato também inclui recursos destinados a parte dos esportes olímpicos e ao futebol feminino, o que amplia o alcance do impacto financeiro dentro da estrutura rubro-negra.
Publicidade, camisas e outras frentes atingidas
Outro ponto sensível está no contrato com a Brax ligado às placas de publicidade do Campeonato Brasileiro, que gira em torno de R$ 63 milhões. A expectativa é de eventual rescisão, já que a maior parte dos anunciantes nesse pacote era formada por casas de apostas.
Há ainda o problema do estoque de camisas produzidas pela Adidas com a estampa da Betano. A estimativa inicial do clube é de cerca de 100 mil peças que não poderão ser vendidas, o que também afeta royalties que seriam recebidos pelo Flamengo.
No Carioca, o acordo com a Brax e o naming rights da competição para a Superbet representam cerca de R$ 27 milhões ao clube.
Os cortes já entraram no radar
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, informou que ajustes materiais importantes devem acontecer em esportes olímpicos, no futebol feminino e no futebol masculino. Ele também indicou que o clube pode rever o número de empregados e despesas correntes, projetando um efeito dominó que não ficaria restrito ao Flamengo.
Com a mudança no cenário das bets, a conta rubro-negra passa a depender da recomposição dessas receitas em várias frentes ao mesmo tempo.