Boto admite cenário duro no Flamengo: venda de jogadores pode virar saída sem reposição
O Flamengo trabalha com a possibilidade de vender jogadores e não conseguir repor o elenco com a mesma qualidade em um cenário financeiro mais apertado para os próximos anos. A admissão foi feita por José Boto, que vinculou a pressão atual ao risco de perda do patrocínio máster da Betano.
Segundo o dirigente, a diretoria mantém reuniões diárias com o presidente Luiz Eduardo Baptista para analisar diferentes cenários. Ele deixou claro, porém, que salários de atletas e funcionários não entram nessa conta de risco e seguem protegidos.
Onde o aperto pode bater mais forte
Boto afirmou que o Flamengo teria dificuldade para assumir compromissos já firmados com outros clubes, especialmente parcelas de contratações de reforços. O nome de Lucas Paquetá foi citado como exemplo desse tipo de obrigação financeira.
No cenário mais crítico, a alternativa mencionada pelo diretor é a saída de dois ou três jogadores para gerar caixa. A preocupação, segundo ele, é que o clube possa perder capacidade de recomposição e não consiga trazer atletas no mesmo nível.
Efeito que pode atingir o futebol brasileiro
O dirigente também avaliou que uma possível queda de investimento não seria exclusividade do Flamengo. Para ele, a redução de recursos tende a afetar a competitividade do clube e do futebol brasileiro de forma mais ampla.
O pano de fundo dessa tensão é o risco de impacto no patrocínio de R$ 268,5 milhões por temporada, valor ligado à Betano, em meio à proibição das bets no Brasil.