Flamengo reajusta orçamento e projeta déficit de R$ 40 milhões
O Flamengo reajustou o orçamento de 2026 e passou a projetar um déficit de R$ 40 milhões. A revisão veio após resultados esportivos abaixo do previsto e mudanças importantes nas receitas esperadas pelo clube.
Revisão prevista no estatuto e ligada à governança
A readequação orçamentária faz parte do estatuto do Flamengo e é tratada internamente como um procedimento regular de acompanhamento das contas. A gestão cruza o orçamento aprovado com a execução real ao longo do ano e ajusta as projeções conforme o cenário financeiro se confirma.
Eliminações e vice-campeonatos afetaram a receita
Os insucessos esportivos pesaram no caixa. A eliminação na semifinal da Libertadores foi apontada como a perda mais relevante, já que a conquista do título poderia render R$ 165 milhões ao clube.
A queda precoce na Copa do Brasil e os vices na Recopa Sul-Americana e na Supercopa também reduziram a entrada de recursos que estavam no planejamento original.
Algumas receitas cresceram, mas não compensaram a queda
Entre os poucos indicadores positivos, a receita com sócios-torcedores subiu 7,6%, de R$ 39,2 milhões para R$ 42,1 milhões. O clube também informou que a suspensão do patrocínio máster não está ligada ao quadro financeiro atual, porque o valor do primeiro ano do contrato já havia sido antecipado.
Paquetá, Plata e naming rights entraram na conta
O diretor-geral Paulo Dutra citou a contratação de Lucas Paquetá, cujo custo total chegou a R$ 315 milhões, como um dos principais fatores para o resultado negativo. Ele também mencionou a venda frustrada do Plata ao Dínamo de Moscou e a expectativa de receita com a cessão de naming rights do Maracanã, que não se concretizou.
Landim comparou o cenário com passivo da gestão anterior
Na reunião realizada na Gávea, o ex-presidente Rodolfo Landim comparou o déficit atual com a dívida de cerca de R$ 170 milhões contraída em sua gestão pela compra do terreno no Gasômetro.