Flamengo deve encarar janela com menos espaço para grandes movimentos
O Flamengo deve encarar a próxima janela com menos espaço para grandes movimentos. A avaliação apresentada por Mauro Cezar é de que o clube chega ao período de contratações com finanças pressionadas por saídas precoces em competições de forte premiação e por receitas abaixo do planejado.
Segundo a análise, a eliminação na Libertadores e na Copa do Brasil reduziu a margem financeira do clube neste momento. A dificuldade para realizar vendas relevantes também pesa: Wallace Yan foi negociado, enquanto Plata não saiu e acabou retornando. No mesmo cenário, o Flamengo ainda trouxe Paquetá, operação descrita como cara.
Receita menor e contas apertadas
Outro ponto destacado é a mudança no cenário das bets. O planejamento inicial teria sido feito com base em uma receita que o clube já não conta da mesma forma. A Betano pagava R$ 268 milhões no patrocínio máster, e a tendência é de que uma nova parceria compense apenas parte dessa perda.
Clima político já esquentou no clube
Mauro também vê a política do Flamengo entrando em modo eleitoral. A volta de Rodolfo Landim ao Conselho e as críticas feitas à gestão de Bap indicam, na leitura dele, que a disputa interna já começou, mesmo com a eleição prevista para o fim do ano que vem.
O cenário, portanto, combina receita comprimida, dificuldade para vender atletas e um ambiente político já aquecido dentro do clube.