Vasco avalia mandar clássico contra o Flamengo fora do Maracanã
O Vasco avalia uma resposta direta ao Flamengo no clássico do returno do Brasileirão, marcado para 28 de outubro, caso não consiga usar o Maracanã como mandante. A ideia passa por ignorar o acordo do ano passado e definir um novo palco para o jogo.
O que está em jogo no clássico
Pelo entendimento firmado em 2025, os duelos entre Vasco e Flamengo no Brasileiro seriam no Maracanã, com divisão de público e operação de bilheteria feita pelo mandante. No primeiro turno, o Flamengo cedeu o setor sul ao Vasco e contou com o mesmo arranjo.
Agora, o documento que ficou apenas parcialmente assinado prevê movimento inverso: com o Vasco como mandante, o setor Norte iria para o Flamengo e a renda seria dividida meio a meio. Mas, se o clube cruzmaltino insistir que o acordo perdeu validade, pode simplesmente deixar de seguir essa regra.
Maracanã virou ponto central da disputa
A principal trava está na liberação do estádio. O memorando que previa o uso do Maracanã pelo Vasco não chegou a ser assinado pelo consórcio no ano passado, apenas pelas diretorias de Flamengo e Fluminense, e isso enfraqueceu o combinado. O consórcio já usou esse ponto em resposta à Justiça em outras tentativas do Vasco de levar jogos para o estádio.
Além disso, há a questão do gramado, que também pesa nas decisões sobre a praça esportiva.
São Januário ou Manaus entram no radar
Se o Maracanã não estiver disponível, o Vasco estuda mandar o clássico em São Januário ou até transferi-lo para Manaus, onde a divisão de torcida seria amplamente favorável ao clube carioca. A possibilidade surge como uma forma de revidar a situação criada nas tratativas sobre o uso do estádio.
O clube também já enfrentou negativas para usar o Maracanã contra o Vitória, na Copa do Brasil, e aguarda posição oficial sobre o jogo diante do Palmeiras, na semifinal da competição. Paralelamente, pretende pedir o estádio para a semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors.
O clássico de 28 de outubro, portanto, pode virar mais um capítulo da disputa institucional e operacional em torno do Maracanã — com o Vasco disposto a mudar a rota se não tiver o estádio à disposição.