Flamengo ainda carrega R$ 614,5 milhões em parcelas e vê o caixa pressionado
O Flamengo tem R$ 614,5 milhões em dívidas parceladas por transferências de atletas e um saldo negativo de R$ 304 milhões entre valores a pagar e a receber. A conta inclui operações pesadas como Lucas Paquetá e Samuel Lino e empurra compromissos do clube para depois de 2027.
Paquetá lidera a fatura rubro-negra
Entre as principais negociações ainda em aberto estavam Lucas Paquetá, Samuel Lino, Emerson Royal, Jorge Carrascal, Carlos Alcaraz e Matías Viña. Juntas, essas seis operações somavam cerca de R$ 465 milhões a pagar ao fim do primeiro semestre.
Paquetá concentrava o maior peso: dos R$ 315,6 milhões da contratação, R$ 191 milhões ainda estavam pendentes em 30 de junho. Samuel Lino aparecia logo na sequência, com R$ 121,5 milhões restantes de uma operação que custou aproximadamente R$ 203 milhões.
Receitas futuras entram no planejamento
A diretoria rubro-negra também trabalhava com a ideia de usar parte das receitas futuras do contrato com a Betano para honrar parcelas de contratações. O acordo prevê R$ 268 milhões por ano para o Flamengo.
Mas a patrocinadora manifestou preocupação com as mudanças no mercado de apostas no país após a nova Medida Provisória do governo e informou que tomará decisões no momento apropriado.
O outro lado da conta
As obrigações não aparecem sozinhas no balanço. Em 30 de junho, o clube tinha R$ 310,5 milhões a receber de outros clubes, sendo R$ 177,2 milhões no curto prazo e R$ 133,4 milhões no longo prazo.
O cenário ajuda a explicar por que a relação entre parcelamentos, recebimentos e novas receitas virou peça central no planejamento financeiro do Flamengo.