Conmebol irrita nos bastidores e estuda medidas após interferência do TAS em caso Marcos Rojo
A eliminação do Flamengo na Libertadores ganhou um novo capítulo fora de campo: a Conmebol ficou insatisfeita com a interferência do TAS no caso Marcos Rojo e passou a avaliar medidas institucionais para defender sua autoridade sobre o torneio.
A controvérsia começou quando o Estudiantes buscou a inscrição do zagueiro para substituir um jogador lesionado, mesmo com a janela de transferências argentina já encerrada. Rojo havia atuado oficialmente pelo Racing até 27 de setembro, o que ampliou a discussão sobre a regularidade da inscrição.
O que incomodou a Conmebol
Segundo as informações divulgadas, a entidade não aprovou o caminho usado pelo Estudiantes para levar o caso ao TAS. A irritação, nos bastidores, está ligada à possibilidade de uma decisão externa se sobrepor às regras da organizadora da Libertadores.
Ao mesmo tempo, o Flamengo insiste na vitória por 3 a 0 por escalação irregular e tenta reverter a eliminação no âmbito jurídico esportivo. O mérito da questão será analisado em 12 de novembro, antes da decisão final do torneio continental.
Como o caso chegou a esse ponto
O impasse começou em 9 de outubro, quando o Estudiantes pediu a inscrição do defensor. A Conmebol inicialmente negou, com base nas regras da Fifa, mas a decisão do TAS abriu uma nova frente de disputa e alterou o cenário do caso.
Paulo Vinícius Coelho informou que a entidade sul-americana não gostou da movimentação do clube argentino ao recorrer ao tribunal esportivo. Já a avaliação do comentarista é de que a reclamação do Flamengo dificilmente mudará o desfecho do confronto.
Ainda assim, o episódio expôs uma tensão importante entre a autoridade da Conmebol e a interferência do TAS em temas regulatórios da Libertadores.