Abel volta a cutucar Flamengo ao citar final da Libertadores e fala em “asterisco”
Abel Ferreira voltou a colocar a final da Libertadores de 2021 no centro da discussão ao responder, neste domingo, a uma nova rusga entre Palmeiras e Flamengo. O técnico usou a expressão “asterisco” ao defender sua leitura sobre o episódio e também reforçou que o Palmeiras vive uma disputa interna por espaço no elenco.
Ao comentar o ambiente do time, Abel disse que ter todos os jogadores à disposição é positivo e tratou a concorrência como parte natural do dia a dia. Ele afirmou que cada profissional precisa cumprir seu papel e que os atletas precisam estar prontos para servir ao clube quando forem acionados.
“Mas está ótimo, tendo todos à disposição está ótimo. É uma competição interna, todo bom time tem isso. O resto vem naturalmente via cultura do time, cada um fazendo a sua função, sem atrapalhar o outro. O Barros é executivo de futebol, o diretor de comunicação faz o seu papel, eu treino o time. Os jogadores sabem que só podem jogar 11. O salário está lá, não falha um dia desde que estou no Palmeiras, então eles tem que estar preparados e prontos para servir o Palmeiras. Hoje são uns, amanhã outros. Quando respondem, ficam. Quando não…”
Abel também falou sobre a forma como enxerga o jogo coletivo e citou a Espanha como referência. Segundo ele, não faz sentido pensar que alguns jogadores só precisam atacar. O treinador defendeu que todos estejam na mesma página, do goleiro ao centroavante.
“Não dá para achar que só vale a pena jogar quando temos a bola. Já ouvi muito “o ponta não tem que defender”. Vocês viram como a Espanha jogava? Eu me inspiro nos melhores do mundo. Nos dias de hoje você tem que escolher entre ganhar títulos pelo clube ou ser o melhor do campeonato. Todos têm que estar na mesma página, do goleiro ao centroavante. Muito contente por ter quatro jogadores no ataque, duas alternativas na frente. A Fifa só me deixa jogar com 11, senão manteria os quatro na frente.”
Na análise da vitória sobre o Fortaleza, o treinador disse que pediu aproximação entre os jogadores e reconheceu dificuldades maiores do que esperava. Ele destacou a atuação do adversário e afirmou que o resultado acabou ficando acima do que o Palmeiras produziu em chances.
“Pedi para os meus jogadores que se ajudassem, estivessem mais próximos, precisamos correr bem, não muito. No ataque a área, estarmos no lugar certo, na hora certa. O resultado se abriu no segundo tempo, mas tivemos uma do Allan que poderia ter sido (gol). Temos que dar mérito ao Fortaleza, as equipes do Paulo Autuori me lembram o Bobby Hodgson, que é um gentleman do futebol. Não achei que fôssemos ter tantas dificuldades, o resultado foi até maior do que as oportunidades que criamos.”
Em outro momento, Abel voltou a reclamar de leituras externas sobre os lances e pediu união dentro do clube. Ele afirmou que erros e acertos fazem parte do futebol e citou a campanha do ano passado ao rebater versões sobre o tema.
“Somos todos humanos, vão acontecer erros e acertos. Não se deixem enganar por narrativas, estejam juntos, para não acontecer o que aconteceu no ano passado. As imagens são claras. Já foi dito várias vezes por todos os clubes, são beneficiados e prejudicados. A situação foi entre Palmeiras e Vitória, não com os outros – completou ele, logo depois da vitória sobre o Fortaleza, neste domingo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.”
Por fim, o treinador explicou uma escolha tática e disse que, sem Gustavo Gómez, precisou adaptar a estrutura da equipe. Ele afirmou que a opção tornou o time mais ofensivo e destacou a saída de bola e as ultrapassagens de Murilo.
“(…) Quando se joga um mata-mata, tens que pensar em tudo. O Emiliano nos ajuda defensiva e ofensivamente. Essa é a minha opção, mas nunca me perguntaram quando eu jogava com a linha de quatro, só com três zagueiros. Hoje faltou o Gomez, tive que puxar (o Emiliano), senão continuaria como estava. É um time mais ofensivo. O Murilo é bom no ataque, faz ultrapassagens, toca bem a bola – disse Abel.”