O alerta das malas na reta final do Brasileirão reacende debate ético e regulatório
Na reta final do Brasileirão, o alerta sobre as malas voltou a ganhar força nos bastidores. A prática ainda encontra aceitação entre dirigentes em disputas por título, G-4 e Z-4, mesmo quando há resistência de parte dos cartolas.
O ponto mais sensível levantado no debate é ético e também regulatório. Não há informação de que Palmeiras e Flamengo tenham oferecido ou planejem oferecer qualquer valor a Chapecoense ou Coritiba. O alerta citado pela reportagem se apoia no entendimento do STJD sobre o tema.
O que está em jogo nessa reta final
O cenário descrito coloca os dois líderes do campeonato diante de adversários que ainda cruzam o caminho deles nas rodadas finais. A preocupação é com a possibilidade de incentivo financeiro a equipes que vão encarar os postulantes ao título, o que abre espaço para a mistura entre bônus por vitória e estímulo indireto à derrota do rival.
O limite do CBJD
O artigo 242 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva proíbe oferecer vantagem a dirigente, técnico ou atleta para influenciar uma partida. A vedação alcança tanto o suborno quanto a chamada mala branca, mecanismo que segue cercado de controvérsia no futebol brasileiro.
Nas duas últimas rodadas, Chapecoense e Coritiba se revezam contra os candidatos ao título. A Chape já caiu, e o Coritiba pode até chegar a essa fase com a situação matemática resolvida, o que muda completamente o peso competitivo desses jogos.