Bap admite erros no Flamengo e fala em mudança na política de mercado a partir de 2027
O Flamengo já trata 2027 como um ponto de virada na sua política de mercado. Em entrevista, Bap admitiu falhas na condução recente e indicou que o clube vai adotar uma postura diferente nas próximas janelas.
Nos números, o cenário financeiro segue controlado. A alavancagem do clube está em 1,2x sobre o EBITDA recorrente, abaixo do patamar de dezembro de 2024, quando o índice era de 1,8x. Na prática, isso coloca a dívida em um nível considerado confortável dentro da operação rubro-negra.
Entre os pontos citados pelo dirigente está a contratação de Paquetá, que teve custo total de R$ 315 milhões. Ele avaliou que não teria avançado com esse investimento se soubesse que receitas previstas não se concretizariam, como a venda de Plata, a negociação frustrada pelo naming rights do Maracanã e a suspensão do patrocínio master.
Na gestão esportiva, a Comissão Permanente de Finanças também defendeu uma linha mais conservadora, com foco em gastar menos e vender mais para equilibrar o caixa. A meta interna mencionada por Bap é arrecadar entre 40 e 45 milhões de euros em vendas, sem abrir mão de jogadores que tenham impacto direto no desempenho do time.
A estratégia desenhada para o próximo ciclo passa por priorizar contratações sem custo de transferência, como já ocorreu com Jorginho e Danilo. A ideia é atrair atletas em fim de contrato com salários mais altos, aproveitando oportunidades de mercado sem desembolso para compra de direitos econômicos.
Finanças em ordem, mercado sob revisão
O retrato financeiro ajuda a explicar a mudança de rota. Mesmo sem alcançar a meta prevista no orçamento original, o Flamengo mantém endividamento em níveis administráveis e preserva margem para reorganizar a política de reforços.
Na prática, a direção quer reduzir o risco de novas apostas caras e operar com mais previsibilidade. O desenho para 2027 aponta para um Flamengo mais seletivo, com menos investimentos pesados e mais atenção a negócios livres no mercado.