Flamengo e Fluminense defendem no STF o retorno das bets após bloqueio do setor
Flamengo e Fluminense defenderam no STF o retorno das casas de apostas, hoje proibidas por medida provisória. Na audiência pública com o ministro Luiz Fux, os clubes trataram a restrição como uma ameaça direta ao planejamento financeiro e aos contratos firmados no futebol profissional.
Representado pelo vice-presidente geral Flávio Willeman, o Flamengo afirmou que a proibição pode afetar cerca de 1.200 empregos e provocar perda anual próxima de R$ 430 milhões em receitas. O clube também relacionou a medida à sua estrutura financeira de médio prazo, construída com base em acordos assinados sob a legislação vigente.
Willeman disse ainda que o impacto não ficaria restrito ao futebol e alcançaria outras modalidades do clube. O dirigente mencionou que os contratos firmados serviram de base para a organização financeira rubro-negra nos próximos anos.
Antes dele, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, já havia participado da discussão e reforçado a preocupação com os efeitos da medida sobre o mercado esportivo.
Flamengo e Fluminense estiveram entre os grandes clubes que defenderam, na audiência, a volta das bets ao mercado brasileiro enquanto o tema segue em análise no Supremo.