Flamengo pode entrar para grupo raríssimo da Libertadores contra o Estudiantes
O Flamengo chega ao duelo com o Estudiantes, nesta quinta-feira, diante da chance de entrar em um grupo raríssimo da Libertadores: repetir uma sequência histórica de presença constante em finais, algo que só Peñarol e Boca Juniors conseguiram em recortes semelhantes no torneio.
Uma vaga que coloca a geração rubro-negra em outro patamar
Se avançar, o time carioca chegará à sua quinta decisão em oito anos desde 2019, marca que colocaria a atual geração em mais da metade das finais disputadas no período. Na história do clube, seria a sexta final de Libertadores, somando também a campanha de 1981.
Hoje, o Flamengo já tem quatro títulos e um vice na competição. Em número de decisões, fica atrás de São Paulo, com seis, e Palmeiras, com sete. O recorde segue com o Boca Juniors, que disputou 12 finais.
O paralelo com Boca e Peñarol
Um levantamento do ge mostra que apenas dois clubes conseguiram esse tipo de sequência em uma janela de oito anos: o Peñarol entre 1960 e 1967, com três títulos e dois vices, e o Boca Juniors entre 2000 e 2007, com quatro títulos e um vice.
Além do peso esportivo, a classificação também representa impacto financeiro imediato. O Flamengo já somou US$ 9,61 milhões, cerca de R$ 49,8 milhões, em premiações nesta Libertadores. Ir à decisão garante ao menos mais US$ 7 milhões, ou R$ 35,3 milhões, valor que já superaria a meta orçamentária prevista para o torneio em 2026 e cobriria o déficit de R$ 16 milhões causado pela eliminação precoce na Copa do Brasil.
Premiação e pressão no mesmo jogo
- Premiação acumulada pelo Flamengo na Libertadores: US$ 9,61 milhões
- Valor garantido com a vaga na final: US$ 7 milhões
- Déficit no orçamento após a Copa do Brasil: R$ 16 milhões
O confronto com o Estudiantes, portanto, vale mais do que a vaga na final. Ele pode colocar o Flamengo numa faixa histórica da Libertadores e ainda reforçar o caixa em um momento importante da temporada.