Maracanã, Vasco e Fla-Flu: edital, contrato e acordo definem regras para a liberação do estádio
O Vasco pode jogar no Maracanã, mas a resposta depende de critérios do edital, do contrato de concessão e do acordo firmado com Flamengo e Fluminense. A base documental aponta que a concessionária não pode favorecer clubes nem impor tratamento discriminatório sem justificativa técnica.
O que o edital proíbe
O edital da concessão veda oferecer o uso exclusivo do Maracanã a uma ou mais agremiações e também impede tratamento comercial injustificadamente distinto, discriminatório ou sem critérios técnicos. O texto ainda barra situações que criem obstáculo de acesso ao complexo esportivo.
Como entra o acordo com o Vasco
Em 2025, foi assinado um acordo que garante ao Vasco o direito de disputar quatro partidas por ano no Maracanã em 2025 e 2026, além dos jogos contra Flamengo e Fluminense. O documento também determina que qualquer negativa precisa ser fundamentada em critérios técnicos e operacionais, com respeito aos regulamentos esportivos e às condições de uso do estádio.
O episódio da Copa do Brasil
Em agosto deste ano, o Vasco levou à Justiça a tentativa de mandar a partida contra o Vitória no Maracanã, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. O clube havia anunciado o jogo em São Januário, mas depois pediu a liberação do Maracanã.
Flamengo e Fluminense recusaram a solicitação e alegaram que a data estava inserida em uma semana reservada a cuidados com o gramado, além de sustentarem que o pedido não havia sido feito com a antecedência necessária.
Por que o caso é diferente do Nilton Santos
O cenário no Maracanã não é igual ao do Nilton Santos. No contrato de concessão do estádio administrado pelo Botafogo, renovado até 2051, não há cláusula que obrigue a cessão para outros clubes. Já o Maracanã pertence ao Governo do Estado, e não à Prefeitura.
Na manifestação levada à Justiça, o consórcio responsável sustentou que a redação contratual permite negar o uso quando houver justificativa técnica, sem que isso configure diferenciação indevida.