Vasco reage a acusação do Flamengo sobre o gramado do Maracanã e recebe apoio da Conmebol para semifinal contra o Boca
O Vasco reagiu à acusação do Flamengo sobre supostos danos no gramado do Maracanã e voltou a sustentar na Justiça do Rio que a condição do campo não pode ser atribuída ao jogo contra o Palmeiras, em 2023. Na mesma frente, o clube recebeu um sinal favorável da Conmebol para mandar a semifinal da CONMEBOL Sul-Americana contra o Boca Juniors no estádio.
A nova manifestação do Vasco foi apresentada em um processo aberto em 2023, quando o clube buscava autorização para atuar no Maracanã diante do Palmeiras. Na época, o Cruzmaltino conseguiu uma liminar, mas a discussão continuou porque o objetivo também era obter uma decisão definitiva que reconhecesse o direito de usar o estádio nas mesmas condições comerciais dadas a Flamengo e Fluminense.
Vasco sustenta que o gramado já era alvo de críticas
Na resposta mais recente, o Vasco afirmou que os danos no campo não decorreram daquela partida específica e lembrou que já havia questionamentos públicos sobre a qualidade do gramado do Maracanã. O clube também citou o calendário apertado do mês, com várias partidas já marcadas e jogos em dias consecutivos realizados por Flamengo e Fluminense.
Em decisão publicada em 18 de agosto, a juíza Lorena Dutra registrou que o Vasco comprovou a necessidade de jogar no estádio, destacando que a procura por ingressos de ambas as torcidas estava alta e que o Maracanã tinha capacidade para atender esse público com mais segurança.
Conmebol quer a semifinal no Maracanã
Na semana passada, o Vasco apresentou nova petição na Justiça do Rio dentro de um processo iniciado em 2023 contra o Flamengo, com o Fluminense como interessado. Paralelamente, o clube passou a contar com o apoio da Conmebol para tentar levar o jogo contra o Boca Juniors ao Maracanã.
A entidade sul-americana informou que deseja a realização da partida no estádio e pode até atuar politicamente junto ao Consórcio Fla-Flu, responsável pela administração do complexo esportivo. A movimentação aumenta a pressão para que o Maracanã receba a semifinal.
O caso segue ligado à disputa sobre o uso do estádio e às condições comerciais aplicadas aos clubes que dividem o Maracanã.