Flamengo avalia vendas de peso se a pressão sobre as bets apertar; Paquetá e Lino entram no radar
O Flamengo já trabalha com a possibilidade de precisar vender jogadores importantes caso a crise envolvendo as bets se agrave. Lucas Paquetá e Samuel Lino aparecem entre os nomes mais sensíveis nesse cenário, em meio à dependência rubro-negra da receita com a Betano.
Os nomes que podem entrar na mesa
Além de Paquetá e Lino, a administração avalia que parcelas futuras de contratos de Emerson Royal, Joaquín Freitas e Anthony Valencia também podem pesar no planejamento. O clube enxerga um leque mais amplo de saídas se a restrição às apostas avançar.
Outros atletas também surgem como possíveis moedas de negociação. Segundo a apuração citada pela imprensa, Gonzalo Plata chegou a ficar perto de uma ida ao Dinamo de Moscou por 12 milhões de dólares, mas acabou retornando após exames reprovados. Everton Araújo é tratado internamente como o mais provável a ser negociado primeiro, embora esteja lesionado. Lorran, por sua vez, foi vendido ao Sharjah FC, dos Emirados Árabes Unidos, por cerca de 1,3 milhão de euros.
Lino é visto como o ativo mais valioso
Entre os nomes analisados, Samuel Lino é apontado internamente como aquele com maior potencial de gerar caixa em 2026. O atacante de 26 anos ganhou valorização após nova convocação para a seleção brasileira e vive boa reta final de temporada.
A contratação de Lino junto ao Atlético de Madrid foi fechada por 25 milhões de euros. O Flamengo pagou uma parcela em 2025 e ainda restam duas até 2027, o que aumenta a pressão sobre o fluxo financeiro do clube.
Dependência da Betano sustenta o alerta
O contrato atual com a Betano prevê receita de R$ 268 milhões por ano, com cerca de R$ 40 milhões anuais destinados a pagamentos de atletas. A empresa ainda não notificou o clube sobre rescisão, mas já admite preocupação com a eventual proibição das bets.
Na avaliação interna do Flamengo, o dinheiro antecipado do patrocinador ainda seria suficiente para o mercado em 2026. O problema é que, se o pior cenário se confirmar, a diretoria pode ser forçada a abrir mão de peças de peso para reorganizar as contas.